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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

POEMA DE NATAL

Nos arredores da cidade tenho uma lareira. 
Acendo-a e creio que nem seria Natal 
Sem a chama avermelhada dum monte de madeira 
E o calor de dentro de cada um íntimo sinal

 

Esqueçamos o fumo o acto de fumegar e o cheiro 
E a barriga aconchegada o que nos vai custar; 
O menino nasceu, há tempo da Páscoa chegar 
Um tempo de repouso um riso ao mudar-lhe o cueiro

 

Nem haveria Natal sem frio e sol e quem me dera 
Voltar a um coração de criança neste dia; 
Acreditar no que é próprio natural a alegria 
De quem nada receia tudo sabe e tudo espera...

 

Assim penso fixando e remexendo as brasas da lareira. 
É Natal, sim, é Natal desta e de muita outra maneira.

 

Em Lisboa pelo Natal... / Cristino Cortes. - 1ª ed. - Pragal-Almada : Ulmeiro, 1995.


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