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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Perda

 

A tarde alonga-se-me na saudade

De outras curtas tardes de visitas

Alonga-se-me no nada em que ficas

Sozinha para além da realidade

 

Na solidão de uma casa vazia

Onde te reinventa cada recanto

Onde as impressões indeléveis de alegria

Perduram a par de sentido pranto

 

Esses risos essas lágrimas esses gestos

Essas angústias esses beijos essas ternuras

Essas mãos calejadas esse olhar veemente

 

Para sempre estão impressos nesses restos

Que nos deixas e nas ânsias e amarguras

De não te ter mais mas de te ter eternamente.

 

(JM – 14.10.2012)

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