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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

In memoriam - Eugénio de Andrade

 

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Em Eugénio

            vi as planícies imensas,

            as fileiras de mulheres de negro vestidas,

            a lama repleta de clássica beleza,

            a poesia vestida de luz e de certeza.

 

De Eugénio

            revisitei as mãos envoltas em frutos,

            os silêncios desembocados na foz dos afluentes,

            os dinheiros que os amantes não tinham,

            o rosto precário de uma prosa poética,

            e o ostinato rigore dos seus versos.

 

Com Eugénio

            ainda vou da Póvoa até à Foz,

            ainda faço da palavra o meu lema,

            ainda ouço a sua límpida e clara voz,

            ainda me renovo no fabuloso do poema.

 J. M.

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