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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

*Desesperança

Essa criança esquelética e nua

que encontramos às vezes por aí,

chama-nos egoístas a mim e a ti

quando nos cruzamos com ela na rua!

 

O rosto ansioso,

a avidez do olhar,

as rugas da face,

a tristeza da pele,

atiram-nos pedidos

em apelos mudos

no sulco profundo

da sua voz sumida.

Suas mãos ósseas

rasgadas nos caixotes

e que no lixo sobrevivem,

levantam-se caladas

numa prece angustiante,

num apelo premente

que os humanos não ouvirão!

 

Criança! Agora apenas criança!

Mais tarde quiçá marginal,

mero mas impressivo sinal:

o mundo é sem-esperança!

 

J M

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