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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

A Despedida

Poeta António Correia de Oliveira.jpg

(1879 - 1960) 

 

Três modos de despedida 
Tem o meu bem para mim: 
- «Até logo»; «até à vista»: 
Ou «adeus» – É sempre assim. 

«Adeus», é lindo, mas triste; 
«Adeus» … A Deus entregamos 
Nossos destinos: partimos, 
Mal sabendo se voltamos. 

«Até logo», é já mais doce; 
Tem distancia e ausência, é certo; 
Mas não é nem ano e dia, 
Nem tão-pouco algum deserto. 

Vale mais «até à vista», 
Do que «até logo» ou «adeus»; 
«À vista», lembra, voltando, 
Meus olhos fitos nos teus. 

Três modos de despedida 
Tem, assim, o meu Amor; 
Antes não tivesse tantos! 
Nem um só… Fora melhor. 

António Correia de Oliveira