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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

A MINHA MÃE

 

 

 As ilusões semelham-se a um colar
 De pérolas alvíssimas, de espuma.
 Se o fio que as segura se quebrar,
 Caem no chão, dispersas, uma a uma.

 

 Caem no chão, dispersas, uma a uma,
 Se o fio que as segura se quebrar;
 Mas entre tantas sempre fica alguma,
 Sempre alguma, suspensa, há-de ficar.

 

 Das minhas ilusões, dos meus afectos,
 Longo colar de amores predilectos,
 Muitos rolaram já no pó também.

 

 Um só dentre eles não cairá jamais:
 Aquele que eu mais prezo entre os demais,
 — O teu amor santíssimo de Mãe.

 

                             Augusto GilMusa Cérula.

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