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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

BORRALHO

S. Martinho de Anta, 30 de Dezembro de 1960.

BORRALHO

Vou aquecendo os sonhos à lareira,

Sem reparar nas cinzas do brasido.

Ou olho-as distraído,

Na baça inconsciência

De que são a verónica da morte.

Sentado na cadeira habitual,

Diligência irreal

Que atravessa, morosa, a noite fria,

De mim próprio alheado,

Dou concreto calor à fantasia

Como se o lume fosse imaginado.

 

Torga, Diário

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