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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

QUIETUDE

S. Martinho de Anta, 27 de Setembro de 1980.

QUIETUDE

Que poema de paz agora me apetece!

Sereno,

Transparente,

A sugerir somente

Um rio já cansado de correr,

Um doce entardecer,

Um fim de sementeira.

Versos como cordeiros a pastar,

Sem o meu nome, em baixo, a recordar

Os outros que cantei a vida inteira.

 

Torga, Diário XIII