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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Palheiros de Mira

Palheiros de Mira, 26 de Setembro de 1948.

IDADE DA POESIA

O verso é o mesmo no papiro aberto

Da praia visitada pelas ondas;

A mesma fúria sobre um chão incerto

E o mesmo grito com vogais redondas.

ÍCARO

O alcatraz atira-se do alto.

Dobra as asas, e cai.

Do céu à terra é um salto.

Do céu ao mar, um gesto.

Longe, fica o protesto

Que não sobe aonde vai.

.Torga, Diário IV.