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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

O silêncio das fragas

S. Martinho de Anta, 25 de Setembro de 1985.

DISPERSÃO

Perco-me na paisagem,

Planáltico, também,

E, como ela, aberto aos largos horizontes.

Deambulo, parado,

A ouvir, alheado,

O silêncio das fragas

E a música do vento.

Deixo que o pensamento

Não tenha direcção

E seja apenas uma ondulação

A mais

Da natureza.

E canto, sem cantar,

Versos incertos, na incerteza

De mais tarde os lembrar.

 

Torga, Diário XIV

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