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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Grécia

Taormina, 22 de Setembro de 1950.

                ELEGIA SICILIANA

Grego não, que não sou, mas que saudades

Duma Grécia de artistas e de crentes

Em paisagens e formas permanentes

Onde se apaga a marca das idades!

Pobre latino, já cristão, perdido

Para os deuses pagãos, homem vencido

Pelo arrocho da cruz,

Não tenho olhos, nem serenidade,

Para olhar a verdade

Desta luz.

 

Torga, Diário V