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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

ALQUIMIA

S. Martinho de Anta, 21 de Setembro de 1947.

ALQUIMIA

Arrefece.

A fogueira do sol vai-se apagando

Na casca das maçãs que amadurece.

Vai a vida passando.

Mas havendo uma Eva

Que no inverno, depois, venha tentar

O homem,

O sol e a vida podem-se encontrar

Nas maçãs que se comem.

 

Torga, Diário IV