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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Fim (ou pausa)!

Nem a propósito o poema de Torga falar de crucifixo. Às vezes acontece sermos crucificados sem merecer e isso dói como todas as injustiças do mundo real. Leitor, se é que tive algum, a finalidade do blogue era homenagear e divulgar a poesia de Torga, considero que o objectivo está cumprido por isso fico por aqui, para já. Pode ser que um destes dias retome o bordão de peregrino como disse Garrett e continue a "blogar" neste ou noutros moldes, ou pode mesmo acontecer que seja o fim. Do crucifixo só uma diferença: cada vez mais descrente da vida.

Perpinhão, 7 de Setembro de 1970.

CRUCIFIXO

Havia, como vês, lugar no mundo

Para um Deus ter a paz de ser humano.

E aqui te vejo, belo e repousado

— Chegado

Brumosamente

Do Sul ardente

Ou do gelado Norte

Deitado em pé na sepultura erguida,

Nem vexado na morte,

Nem descrente da vida.

 

Torga, Diário XI

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