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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

O tempo

S. Martinho de Anta, 25 de Agosto de 1979.

ECO

Desatei o nó cego do silêncio

E ouvi a minha voz.

Tão velha, tão cansada!

Como pode ser ela, assim desfigurada,

A que um dia se ergueu num desafio

E cantou a revolta,

A liberdade

E o amor?!

Grande senhor

Fantasioso,

O tempo dá e tira.

Afina

E desafina

A lira

Dos poetas.

E quando se aproxima

A barca de Caronte,

Num último capricho de os negar,

Reduz a fonte

À sede de a lembrar.

 

Torga, Diário XIII

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