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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

OCEANO

Espuma

S. Pedro de Muel, 22 de Agosto de 1985.

OCEANO

Poema sem sossego e sem remate,

Harpejo horizontal do coração do mundo,

Há quantos anos já que te recito

Obsessivamente,

A medir cada verso

Em cada onda!

E nunca te entendi!

És um mistério cósmico e sagrado.

Um mistério que logo pressenti

Quando pela primeira vez te vi,

Maravilhado,

A marginar um

Portugal sonhado,

Tão perto e tão distante,

Sempre no mesmo instante

Morto e ressuscitado.

 

Torga, Diário XIV

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