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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Natureza

Gerês, 24 de Julho de 1975.

PROSTRAÇÃO

Um melro junta a voz à do ribeiro.

E a dupla melodia

É uma aposta feliz no dia

Que amanhece.

Mas a luz acordada permanece

Triste.

Uma sombra resiste

Ao seu abraço.

A sombra que de mim se alarga ao mundo inteiro,

E é como um cansaço

Total e derradeiro...

 

Torga, Diário XII

 

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