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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Vida!

Coimbra, 30 de Junho de 1950.

ACTA

Trinta de Junho, às quatro e meia certas.

Eis, por meu punho, a exacta notação

Do momento preciso em que atravesso

A janela claustral do consultório,

E me liberto.

Sem mística nas asas que me levam

Homem que simultaneamente voa e anda,

Marco no calendário a hora e o dia

Desta aventura.

Suba a qualquer altura,

Desça a qualquer abismo,

Continua

A condição do barco em que navego.

Por isso, digo aqui quando despego

Da aguilhada, da leiva e da charrua.

Torga, Diário V