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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

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Para repor as alterações de datas ocorridas nos dias antecedentes posto hoje um poema da dia 25: é o que dá ter pouco(!!!) que fazer, até os dias se perdem. O título até serve para pedir desculpas aos possíveis leitores.

 

Lisboa, Hospital de S. Luís, 25 de Junho de 1972.

ORAÇÃO

Ondula, verde palmeira,

No pátio do hospital.

Nessa graça vegetal

Que o céu olha desatento,

Dá-me, através da janela

Desta cela

De sofrimento,

A certeza de que a vida

Continua

Menos soturna e dorida

Lá fora, ao vento da rua.

Torga, Diário XI