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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

solidão

Coimbra, 27 de Junho de 1944.

SOLIDÃO

Só, como a fonte no areal sem vida.

Só, como o sol no céu deserto.

Só, de cabeça erguida,

Humanamente certo.

Só, a nascer, a ser e a morrer,

Recto como um pinheiro que brotou

E cresceu e caiu, sem se torcer

Ao tempo vário que por ele passou.

Torga, Diário III

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