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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Coimbra / Mondego

Coimbra, 24 de Junho de 1949.

ESTIAGEM LÍRICA

O Mondego secou.

Outro Camões agora que viesse,

Tinha apenas areia

Com que apagar a tinta da epopeia

Que escrevesse.

Pobre da linda Inês já sem ervinhas

Onde pastar a lírica saudade!

Tão verdade

É morrer neste mundo a própria morte.

Nem ao menos a água que bebia!

Vejam que negros fados

Da sorte

E da Poesia...

Torga, Diário  V

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