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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Zeca Afonso

Faz hoje vinte anos que morreu o grande cantor da liberdade. Dizer da sua importância no panorama musical português e na luta travada pela liberdade é repetir à exaustão lugares comuns já gastos. A efemeridade do que é humano trá-lo hoje praticamente esquecido, mas a sua mensagem permanecerá enquanto houver alguém sem liberdade neste pequeno mundo que é o nosso. Há vinte anos rendi-lhe homenagem através das palavras com pretensão de poéticas; Hoje aqui as reproduzo como tributo de gratidão por aquilo que nos legou.

 

 “O CANTOR”

 

As palavras faltaram

nos lábios emudecidos

da liberdade encarnada

numa guitarra plangente.

 

E por sobre notas secas

as cordas vibraram gritos

de revolta e libertação

de anseios reprimidos.

 

Mas nada pode calar

o grito intempestivo

da justiça agrilhoada

nas prisões mais hediondas.

Por isso um dia houve

em que as esperanças

tanto tempo incontidas

estalaram em alegria.       G. Monteiro / 23.02.1987  

 

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