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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

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Dia de saudade. Dia de memória.
Hoje seria o centenário. Não, hoje é o teu centenário.
Estás connosco pelo que nos deixaste em herança. O saber de experiências feito. A educação que não te deixaram acabar, mas que nunca descuraste ao longo da vida. O exemplo. Este foi tudo porque é o que nos distingue como teus filhos.
Amaste a terra que chamaste tua e que trabalhaste com esperança. Tu deste-lhe vida e ela recompensou-te com belas colheitas. Trabalhaste com esforço. Arduamente.
Depois, um dia a saúde traiu-te. O esforço tinha sido demasiado. O corpo negou-se a viver mais. Deixaste-nos e a saudade plantou-se-nos na alma. E enraizou e continua a produzir frutos. Em nós, nos teus netos. Na sociedade.
É Março. Parece Primavera. A natureza renasce em pujança.
A saudade mora cá bem dentro da nossa alma. E tu permaneces na memória agradecida.
O dia é teu. Ainda.

J M – 08-03-2015

 

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