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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

pirotecnia

Coimbra, 31 de Maio de 1954.

PIROTECNIA

Faço poemas de papel e tinta,

Sou fogueteiro destes artifícios.

Versos...

Girândolas de sonhos e cilícios

Alinhadas no chão

Das laudas de brancura onde me iludo.

Quando a noite é de mais,

E o sol de nenhum mundo dá sinais,

Ardem dentro de mim, com lágrimas e tudo.

Torga, Diário  VII