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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

GENTE DE VALOR

 

    As palavras não chegam, diria antes negam-se a admitir a realidade, e cruéis chegaram de manhã com a notícia sempre triste: morreu o Igor. Espanto, estupefação, incredulidade! Como pode isso ser verdade? A vida é assim tão injusta? Por que razão os bons são os primeiros a morrer? 
   O Igor foi meu aluno na Afonso de Albuquerque e aí travámos uma daquelas amizades que nunca se deseja perder. Era o protótipo da PESSOA: falava com toda a calma do mundo, nunca se alterava, tinha uma educação tão respeitadora que nos levava a interrogar-nos se ainda era possível haver gente assim neste mundo conturbado. Estava sempre disponível para ajudar, estava sempre pronto a colaborar, estava sempre pronto a ... sorrir. 
   A vida levou-o para outros lados, mas mantivemos sempre o contacto e quando vinha pela Guarda havia quase sempre duas palavras de café para trocar na amizade perene de seres que se entendem e partilham ânsias e sonhos. E como ele falava dos seus sonhos! Como brilhavam, nessa altura, aqueles olhos irrequietos reflexo de um coração sempre pronto a saber mais e a aprender! Como era contagiante aquela sua alegria facilmente transmissível aos que o rodeavam! 
   Estaria Deus assim tão necessitado de mais um anjo, para no-lo roubar? É que este também era da Guarda e também nos guardava!
   Que descanse em paz!

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