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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Poesia

CARTA FAMILIAR

 

Poeta irmão, não sujes as palavras.

Lembra-te do futuro!

Guarda as pedras da obra

Na virgindade austera da pedreira,

Até que te visite a inspiração.

Tu, que és o homem da pureza inteira,

Precisas da pureza da expressão.

 

Diário IV  (Coimbra, 21 de Fevereiro de 1949)

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