Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Telurismo 2

S. Martinho de Anta, 29 de Abril de 1990.

CONFRONTO

Serras da minha infância

E da minha velhice.

Então, porque as passeava

Alado como o vento

Que nelas me enfunava

O corpo e o pensamento.

Agora, porque as namoro

Alcandoradas

Na eminência sagrada

Dum altar

Onde nenhuma fé cansada

Pode chegar.

Serras dos meus poemas

Malogrados.

Sonhados

Da mesma altura

Nos dias abrasados

Da inspiração,

Arrefecidos, são

Ecos rasteiros de uma voz erguida.

Balbucies de candura

Na memória dorida

Que, teimosa, os murmura.

Diário XVI

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.