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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Tarde

(http://wwwcantinhoazul.blogspot.com/2008_10_01_archive.html

 

A tarde riu-se do calendário

que dizia novembro em letras gordas,

mas ela gargalhou gaiata

e voltou a mostrar os braços das raparigas.

 

O horizonte escrevia fumo

nas breves nuvens passageiras de outono

e as aves gorjeavam atónitas no poente

azul da serra, colorida de verde esperança.

 

O pintor porém não mente

e nas ruas macadamizadas de folhas velhas

o tom é amareladamente outonal

embora também o vermelho surja

prenunciador do sangue de dezembro.

 

JM

(05.11.2010)