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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

liberdade

    Como os ícones humanos são passageiros e facilmente esquecidos injustamente! A grandeza de vida e exemplo de um Zeca Afonso e a televisão portuguesa vai buscar para o homenagear um programa da homóloga Galega! O que se fará hoje?! As audiências devem diparar durante o telelixo normal dos feriados, mas se houver algum programa sério de homenagem ele passará despercebido. Novamente as palavras de Torga dizem tudo ou quase tudo, mesmo que entre elas esteja a distância temporal de 17 anos. Os factos da nossa pseudo-democracia gritam à saciedade por si mesmos!

 

 

 

 

Coimbra, 25 de Abril de 1974 - Golpe militar. Assim eu acreditasse nos militares. Foram eles que, durante os últimos macerados cinquenta anos pátrios, nos prenderam, nos censuraram, nos apreenderam e asseguraram com as baionetas o poder a tirania. Quem poderá esquecê-lo? Mas pronto: de qualquer maneira, é um passo. Oxalá não seja duradoiramente de parada...

Coimbra, 25 de Abril de 1991 — A eloquência doméstica no seu esplendor anual, a sujar de retórica uma data que muitos e em muitos e largos anos de sofrimento sonharam limpa. Mas a realidade é sempre cruel. E o natural é que os nossos representantes oficiais nos representem. Que amesquinhem a nossa pequenez a engrandecê-la com frases ocas, como nós a apoucamos elegendo-os, e nos exaltem a liberdade que devemos à generosidade de heróis que tivemos de combater logo no dia seguinte ao da generosidade.

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