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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Alentejo

Évora Monte, 31 de Março de 1946.

CANÇÃO PARA O ALENTEJO

Alentejo, Alentejo,

Vastidão de Portugal

Futuro, continental!

Terra lavrada, que vejo

A ser mar mas sem ter sal.

Ondas de trigo maduro

Onde mais ninguém se afoga:

Danças alegres da roga

Que vindima no meu Doiro

E vem colher o pão loiro

Da inteira fraternidade

Que falta a esta metade

De coração largo e moiro...

Diário III