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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Primavera

Coimbra, 30 de Março de 1938.

SECURA

Tarde de primavera.

Como quem é do mundo,

Bebo sol e quimera,

E mergulho as raízes mais no fundo.

Vida!

O tutano da terra — seiva!

A semente aquecida

No carinho da leiva!

O que um ser de dois pés sabe dizer!,

Infelizmente, isto de germinar,

Nem se faz a morrer,

Nem se faz a pensar.

Diário I

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