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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Torga

Coimbra, 29 de Março de 1943
DIA

Amanhece.

O poeta de penas já cantou.

Já nos seus altos versos adormece

O fantasma da noite que passou.

Como um halo de sonho acontecido,

A luz das coisas vai nascendo em nós;

Desenha-se na sombra o pressentido,

E a vida já tem gestos e tem voz.

Já novamente o sol doira a frescura

Da relva verde e do lençol de linho.

Outra vez há ternura

De gente a ver-se e de se ver caminho.

Diário II

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