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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

CERTEZA

 

 

Sereno, o parque espera.

Mostra os braços cortados,

E sonha a primavera
Com os seus olhos gelados. 

É um mundo que há-de vir
Naquela fé dormente;
Um sonho que há-de abrir
Em ninhos e semente.
 
Basta que um novo sol
Desça do velho céu,
E diga ao rouxinol
Que a vida não morreu.
 
Coimbra, 2 de Janeiro de 1943, Diário

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