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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ruy Belo

Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum

 

(1933 - 1978)

 

Depois de uns dias de ausência e de um mini verão outonal, já que a chuva regressa, volto a Ruy Belo e à dura realidade da vida. Mescla de desencanto e solidão temperada com um débil gesto de esperança em que os dias são grisalhos e de farta cabeleira de neveoeiro, vivamos a hora e saboreemos o que a vida nos dá!