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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Angel Campos Pampano

Concededme siquiera este refugio, este lugar al sol donde 

escribir sin culpa, libremente, donde cada palabra sea un

acto de amor que se hace piedra, flor del sueño, sed de

nubes. Siquiera este refugio, esta orilla secreta, donde todo

es más fácil.
 

Concedei-me somente este refúgio, este lugar ao sol onde

possa escrever sem culpa, livremente, onde cada palvra seja um

acto de amor que se faz pedra, flor do sonho, sede de

nuvens. Somente este refúgio, esta margem secreta, onde tudo

é mais fácil.

 

(Tradução minha, quase à letra; o poético fica no castelhano. O autor foi agraciado com o Prémio Eduardo Lourenço do nosso CEI.)