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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

XIX

 

 

O luar quando bate na relva

Não sei que coisa me lembra...

Lembra-me a voz da criada velha

Contando-me contos de fadas.

E de como Nossa Senhora vestida de mendiga

Andava à noite nas estradas

Socorrendo as crianças maltratadas...

 

Se eu já não posso crer que isso é verdade

Para que bate o luar na relva?

 

Alberto Caeiro, Guardador de rebanhos