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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

“Luna”

Nos raios da lua quase cheia

descem as nostálgicas saudades,

ribeiras de águas cristalinas

inundando o corpo de idades

insuspeitadas, de jaspe e coralinas,

de retumbante e clara ideia.

 

E a prata das saudades infindas

mitiga a sede da água da lua

e deixa projectada em cada rua

as figuras perdidas, leves e lindas

que o amor marcou a fogo

quando imberbe brincou: mago jogo!

 

E ri-se lá do alto, frígida e bela,

a lua, essa louca feiticeira,

refletindo na vidraça da janela

o que ficou imerso no coração

de um quarto crescente: primeira

indelével, rebelde e assimétrica paixão.

 

12.03.2014

JM

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