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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Largo

monumento a augusto gil.jpg

[Foto de Carlos Adaixo]

 

Tudo se resolveu partir naquela tarde.

 

O Largo ficou triste, solitário e temeroso.

No silêncio ouvia-se um respirar afogueado

revolvendo-se num pavor misterioso.

 

Ergueu-se, de repente, um grito vermelho

(o silêncio fugiu branco e veloz)

inerte, inócuo e pervertido,

grito de loucura de um mundo a sós.

 

J M – 12.01.2017