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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

A invasão

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Deixei a saudade invadir-me as ruas.

 

Havia vento forte e as rajadas

Traziam com elas gotas de amor

Arrebatadas

Às tranças de uma tempestade

Cujos sentimentos eram o espelho da dor

Da sonolenta e ávida cidade.

 

Caminhei sem destino

Pelas veredas da emoção

E perdido nos meandros do coração

Dei por mim lacrimejando, o destino

Foi madrasto e arrebatou-me

Aquela doce sensação

De te amar. Secou-me!

 

A chuva fria e arrepiante

Destes outonos conturbados

Pôs-me a realidade diante

Dos olhos e marejados

 Impediram-me a visão

Dessa rua invadida pela saudade.

 

Caminharei só em plena cidade?

A quem “cantarei de amor tão docemente”?

 

Abandono a tua imagem à minha mente

E esperarei lutando com tenacidade …

 

20.10.2014

J M