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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

DE PROFUNDIS CLAMAVI AD TE DOMINE

Ao charco mais escuro e mais imundo

Chega uma hora no correr do dia

Em que um raio de sol, claro e jucundo

O visita, o alegra, o alumia;

 

Pois eu, nesta desgraça em que me afundo

Nesta contínua e intérmina agonia,

Nem tenho um hora só dessa alegria

Que chega às coisas ínfimas do mundo!...

 

Deus meu, acaso a roda do destino

A movimentam vossas mãos leais

Num aceno impulsivo e repentino,

 

Sem que na cega turbulência a domem?

Senhor! Não é um seixo o que esmagais;

Olhai que é - o coração de um homem!...

 

 Augusto Gil, Luar de Janeiro

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