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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

...

As mãos escorriam lustrosas

pelas palavras arredias

tentando domar a realidade cruel

 

os refugiados entrechocavam

inábeis e férteis os silêncios breves

prolongamento irascível do tempo incapaz

 

e nos interstícios dos meses

o mediterrâneo sangrento

explodiu em mortes inúteis.

 

J M