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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Nuno de Montemor

 

 

 

 

 

 

Minha Terra alta de azul e neve, como

eu te quero e tão mal te julgam!

Os outros dizem-te falsa porque lhes faltas

e só a mim te dás;

Chamam-te feia porque só a mim sorris,

Mas, em paga, reconhecem-te forte porque

me és fiel!

 

E se te encontram fria é no inverno,

quando te despem.

Quando já não és farta porque lhes déste

os frutos...

 

Nuno de Montemor, Amor de Deus e da Terra.

 

[Passam amanhã 50 anos da morte deste escritor nosso conterrâneo por domicílio, natural de Quadrazais. O resto do poema pode ser lido aqui.]