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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

E afinal...?

De súbito a tarde fez-se negra

como a linha da alma danada

que deixa de ver o azul do céu.

 

Foge daquilo que é a regra

abandonando a caminhada

a rota inconstante e o breu

 

a vida pacata, breve e calma,

a certeza que o tempo lhe deu

mas que mais tarde lhe tirou.

 

E afinal o que fica da alma

mais do que aquilo que viveu?

Donde venho, para onde vou?

 

JM (06.06.2011)