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Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Ar da Guarda

"Livre não sou, mas quero a liberdade. Trago-a dentro de mim como um destino." Miguel Torga

Exame

Nada mais adequado em Sábado Santo, quando o "corpo morto de Deus / vivo e desnudo" repousa na sepultura a aguardar a manhã gloriosa da ressurreição, que um exame de consciência para nos revermos por dentro. Assim também o do poeta: tomar consciência dapquenez e da precaridade da obra de arte.

Coimbra, 7 de Abril de 1949.

EXAME DE CONSCIÊNCIA

Por tudo passa o artista:

Primeiro, pela alegria

De se julgar criador

No seio da natureza;

Depois, por esta tristeza

De ver morrer o que fez,

Sem ter nas mãos a certeza

De erguer o sonho outra vez.

Diário V